sábado, 14 de dezembro de 2019

Gêneros da literatura infantil

Muito boa e muito útil a página da RONIZE ALINE. Ela é escritora, crítica e consultora literária. Suas dicas ajudam escritores a desenvolverem seu potencial criativo rumo a uma carreira literária. No link abaixo, um importante resumo dos gêneros da literatura infantil.


http://www.ronizealine.com/2015/10/quais-sao-os-generos-da-literatura-infantil.html

terça-feira, 22 de outubro de 2019

“A estranha passageira”, texto de Stanislaw Ponte Preta adaptado para alunos do sexto ano do ensino fundamental


Escola Municipal Profa. Dalva Dati Ruivo
Disciplina de Língua Portuguesa

“A estranha passageira”
Stanislaw Ponte Preta

– O senhor sabe? É a primeira vez que eu viajo de avião. Estou com zero hora de voo – riu nervosinha, coitada.
Depois pediu que eu me sentasse ao seu lado, pois me achava muito calmo e isto iria fazer-lhe bem. Lá se ia minha oportunidade de ler o romance policial que eu comprara no aeroporto, para me distrair na viagem. Suspirei e fiz o bacana, respondendo que eu estava às suas ordens.
Madame entrou no avião sobraçando um monte de embrulhos, que segurava desajeitadamente. Gorda como era, custou a se encaixar na poltrona e arrumar todos aqueles pacotes. Depois, não sabia como amarrar o cinto e eu tive que realizar essa operação em sua farta cintura.
Finalmente, estava ali pronta para viajar. Os outros passageiros estavam já se divertindo às minhas custas, a zombar do meu embaraço ante as perguntas que aquela senhora me fazia aos berros, como se estivesse em sua casa, entre pessoas íntimas. A coisa foi ficando ridícula:
– Para que esse saquinho aí? – foi a pergunta que fez, num tom de voz que parecia que ela estava no Rio e eu em São Paulo.
– É para a senhora usar em caso de necessidade – respondi baixinho.
Tenho certeza de que ninguém ouviu minha resposta, mas todos adivinharam qual foi, porque ela arregalou os olhos e exclamou:
– Uai... Fazer as necessidades neste saquinho? No avião não tem banheiro?
Alguns passageiros riram, outros – por fineza – fingiram ignorar o lamentável equívoco da incômoda passageira de primeira viagem. Mas ela era um azougue (embora com tantas carnes parecesse mais um açougue) e não parava de badalar. Olhava para trás, olhava para cima, mexia na poltrona e quase levou um tombo, quando puxou a alavanca e empurrou o encosto com força, caindo para trás e esparramando embrulhos para todos os lados.
O comandante já esquentara os motores e a aeronave estava parada, esperando ordens para ganhar a pista de decolagem. Percebi que minha vizinha de banco apertava os olhos e lia qualquer coisa. Logo veio a pergunta:
– Quem é essa tal de emergência que tem uma porta só para ela?
Expliquei que emergência não era ninguém, a porta é que era de emergência; isto é, em caso de necessidade, saía-se por ela.
Madame sossegou e os outros passageiros já estavam conformados com o término do “show”. Mesmo os que mais se divertiam com ele resolveram abrir jornais, revistas ou se acomodarem para tirar uma pestana durante a viagem.
Foi quando madame deu o último vexame. Olhou pela janela (ela pedira para ficar do lado da janela para ver a paisagem) e gritou:
– Puxa vida!
Todos olharam para ela, inclusive eu. Madame apontou para a janela e disse:
– Olha lá embaixo.
Eu olhei. E ela acrescentou:
– Como nós estamos voando alto, moço. Olha só... O pessoal lá embaixo até parece formiga.
Suspirei e lasquei:
– Minha senhora, aquilo são formigas mesmo. O avião ainda não levantou voo.

Preta, Stanislaw Ponte. “Garoto linha dura”. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1975.
Adaptado por Prof. Jorge de Lima. Outubro de 2019. EF6LP.

segunda-feira, 21 de outubro de 2019

Atividade Extraclasse de Língua Portuguesa - 3


                                                                  Dromedários e Camelos


Dromedários ficam até quinze dias sem engolir uma gota de água e podem beber vinte litros do líquido em um minuto. Dromedários e camelos são “primos”. Os dromedários têm pernas mais longas e patas mais largas, por isso andam com facilidade na areia. Eles também são menores e mais leves e têm apenas uma corcova. Os camelos têm duas corcovas e vivem  em regiões frias como a China e o Tibete. Já os dromedários preferem lugares quentes como o norte da África e a Índia. Os dromedários sofreram mudanças que ajudaram na adaptação ao clima seco; por exemplo: durante uma tempestade no deserto, os dromedários fecham as narinas e não deixam entrar areia no nariz.



1.         Quais animais são citados neste texto?
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2.         Quais países e qual continente são citados neste texto?
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3.         Onde vivem os dromedários, segundo o texto?
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4.         Onde vivem os camelos, segundo o texto?
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5.         Quanto tempo um dromedário pode ficar sem beber água?
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6.         Como é o dromedário, segundo o texto?
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7.         Como é o camelo, segundo o texto?
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8.         Durante uma tempestade no deserto, o que os dromedários conseguem fazer?
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9.         Quantos litros de água um dromedário consegue beber em apenas um minuto?
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10        Quais são as diferenças entre os dromedários e os camelos, segundo o texto?
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terça-feira, 15 de outubro de 2019

Plano de aula - Bruxas não existem - Moacyr Scliar


“Bruxas não existem”

Moacyr Scliar

Quando eu era garoto, acreditava em bruxas, mulheres malvadas que passavam o tempo todo maquinando coisas perversas. Os meus amigos também acreditavam nisso. A prova para nós era uma mulher muito velha, uma solteirona que morava numa casinha caindo aos pedaços no fim de nossa rua. Seu nome era Ana Custódio, mas nós só a chamávamos de "bruxa".

Ela era muito feia; gorda, enorme, os cabelos pareciam palha, o nariz era comprido, ela tinha uma enorme verruga no queixo. E estava sempre falando sozinha. Nunca tínhamos entrado na casa, mas tínhamos a certeza de que, se fizéssemos isso, nós a encontraríamos preparando venenos num grande caldeirão.

Nossa diversão predileta era incomodá-la. Volta e meia invadíamos o pequeno pátio para dali roubar frutas e quando, por acaso, a velha saía à rua para fazer compras no pequeno armazém ali perto, corríamos atrás dela gritando "bruxa, bruxa!".

Um dia encontramos, no meio da rua, um bode morto. A quem pertencera esse animal nós não sabíamos, mas logo descobrimos o que fazer com ele: jogá-lo na casa da bruxa. O que seria fácil. Ao contrário do que sempre acontecia, naquela manhã, e talvez por esquecimento, ela deixara aberta a janela da frente. Sob comando do João Pedro, que era o nosso líder, levantamos o bicho, que era grande e pesava bastante, e com muito esforço nós o levamos até a janela. Tentamos empurrá-lo para dentro, mas aí os chifres ficaram presos na cortina.

– Vamos logo – gritava o João Pedro –, antes que a bruxa apareça. E ela apareceu. No momento exato em que, finalmente, conseguíamos introduzir o bode pela janela, a porta se abriu e ali estava ela, a bruxa, empunhando um cabo de vassoura. Rindo, saímos correndo. Eu, gordinho, era o último.

E então aconteceu. De repente, enfiei o pé num buraco e caí. De imediato senti uma dor terrível na perna e não tive dúvida: estava quebrada. Gemendo, tentei me levantar, mas não consegui. E a bruxa, caminhando com dificuldade, mas com o cabo de vassoura na mão, aproximava-se. Àquela altura a turma estava longe, ninguém poderia me ajudar. E a mulher sem dúvida descarregaria em mim sua fúria.

Em um momento, ela estava junto a mim, transtornada de raiva. Mas aí viu a minha perna, e instantaneamente mudou. Agachou-se junto a mim e começou a examiná-la com uma habilidade surpreendente.

– Está quebrada – disse por fim. – Mas podemos dar um jeito. Não se preocupe, sei fazer isso. Fui enfermeira muitos anos, trabalhei em hospital. Confie em mim.

Dividiu o cabo de vassoura em três pedaços e com eles, e com seu cinto de pano, improvisou uma tala, imobilizando-me a perna. A dor diminuiu muito e, amparado nela, fui até minha casa.

– Chame uma ambulância – disse a mulher à minha mãe. Sorriu.

Tudo ficou bem. Levaram-me para o hospital, o médico engessou minha perna e em poucas semanas eu estava recuperado. Desde então, deixei de acreditar em bruxas. E tornei-me grande amigo de uma senhora que morava em minha rua, uma senhora muito boa que se chamava Ana Custódio.

Fonte: https://novaescola.org.br/conteudo/7562/bruxas-nao-existem. Adaptado por: Prof. Jorge de Lima. Outubro de 2019. EF6.


Analisando o texto

1.    Qual é o título desta história?
2.    Quem é o autor desta história?
3.    Quais nomes de pessoas são citados nesta história?
4.    Qual personagem era chamada de bruxa?
5.    Qual profissão já teve a personagem chamada de bruxa?
6.    Em certa altura da história, os personagens decidem fazer algo contra a bruxa. O que eles fizeram?
7.    Qual incidente aconteceu com o menino que conta a história?
8.    Caracterize a personagem chamada de bruxa – ou seja, escreva tudo o que pode ser dito, a partir do texto, sobre esta personagem.
9.  Qual característica física comum o narrador personagem e a personagem chamada de bruxa compartilham?
10. Escreva, com suas próprias palavras, sobre os motivos que levaram os garotos desta história a acreditarem que a mulher era uma bruxa.

terça-feira, 1 de outubro de 2019

Plano de Aula – Literatura – Estudo do Conto – 1



Literatura – Estudo do Conto – 1

A origem dos contos está relacionada à tradição de contar histórias de forma verbal. Quando escritas, essas mesmas histórias resultam em uma narrativa curta que pode ser lida em pouquíssimo tempo[1]. Mais curto do que o romance, o conto tem uma estrutura fechada, desenvolve uma história e tem apenas um clímax[2]. Embora não seja uma regra, é comum que o conto apresente: poucos personagens, espaço ou cenário limitado, recorte temporal reduzido[3]. O conto é uma narrativa breve escrita em prosa. Tal qual um texto narrativo, ele envolve enredo, personagens, tempo e espaço[4]. Resumindo: a estrutura do conto é fechada e objetiva, na medida em que esse tipo de texto é formado por apenas uma história e um conflito.
Formular as perguntas e obter as respostas ajuda a conhecer o conto por dentro: “Quais são os personagens principais?”, “O que acontece na história?”, “Em que tempo e em que lugar se passa a história narrada?”. E algo bem importante: “Quem narra?”, “De que jeito?”, “O narrador conta de fora ou ele também é um dos personagens?”[5].
Para responder a essas perguntas, precisamos conhecer melhor alguns elementos típicos deste gênero literário.

Personagem
As personagens executam e sofrem ações durante o enredo das narrativas. As personagens podem ser tanto seres humanos quanto animais, plantas ou objetos humanizados[6]. Participam da narrativa, sendo classificadas, dependendo do foco, em: personagens principais e personagens secundárias. Por ser uma narrativa curta, o conto possui poucas personagens.

Foco narrativo
Trata-se do narrador, sendo classificado em narrador observador (conhecedor da ação, mas não participante), narrador personagem (o narrador é um dos personagens) e narrador onisciente (conhece a história e todos os personagens envolvidos nela)[7]. O narrador em 1ª pessoa, também conhecido como narrador personagem, é aquele que participa do enredo que narra. Neste caso, os verbos utilizados são flexionados na 1ª pessoa do discurso. O narrador observador não participa da história, é alguém externo à história e desconhecido das personagens. Os verbos usados são flexionados na 3ª pessoa do discurso. É importante dizer: esse narrador conta apenas o que vê, desconhecendo o futuro ou os pensamentos das personagens. O narrador onisciente: também não participa da história. No entanto, diferentemente do observador, é um tipo que conhece o passado, o futuro e os pensamentos das personagens[8].

Tempo
O tempo pode ser entendido de duas formas: o tempo como a época em que a história ocorre e o tempo de duração da narrativa[9],[10]. Os contos costumam apresentar tramas que não se estendem por longos períodos. É comum, por exemplo, que a história se passe em um só dia[11].

Espaço
O espaço de um conto é, em linhas gerais, o cenário no qual as personagens executam e sofrem as ações que compõem o enredo[12].

Enredo
O enredo é definido como a sequência das ações que compõe a história. É o enredo que traz movimento para a história e que caracteriza o conto como uma narrativa[13]. Enredo único: os contos tendem a focar em um enredo que não se desdobra em tramas menores. Muitas vezes, a história gira em torno de uma única situação[14].

Conflito
O conflito pode ser definido como a situação-problema vivenciada pelas personagens em uma narrativa. No caso do conto, por ser um gênero curto, o conflito costuma ser único[15]. O conflito costuma ocorrer no epílogo, no final do texto, e corresponde ao clímax da narrativa, determinado pelo desfecho surpreendente, imprevisível ou enigmático da ação[16]. Por conta do final súbito, é normal que o fim aconteça imediatamente depois do clímax. Não há, portanto, uma fase da história em que podemos acompanhar as consequências da resolução do conflito[17].

Prof. Jorge de Lima. Outubro de 2019. EF6LP


Para saber mais:
https://brasilescola.uol.com.br/literatura/tecnicas-estrutura-narrativa.htm
http://www.asesbp.com.br/literatura/conto.htm



[1] https://www.significados.com.br/conto/
[2] Num romance, a trama desdobra-se em conflitos secundários, o que não acontece com o conto.
[3] https://brasilescola.uol.com.br/literatura/o-conto.htm
[4] https://www.todamateria.com.br/conto/
[5] https://educacao.uol.com.br/disciplinas/portugues/conto-caracteristicas-do-genero-literario.htm
[6] https://www.todamateria.com.br/conto/
[7] https://www.todamateria.com.br/conto/
[8] https://brasilescola.uol.com.br/literatura/o-conto.htm
[9] https://brasilescola.uol.com.br/literatura/o-conto.htm
[10] Também chamado de tempo cronológico (exterior) e tempo psicológico (interior). Conforme: https://www.todamateria.com.br/conto/
[11] https://www.significados.com.br/conto/
[12] https://brasilescola.uol.com.br/literatura/o-conto.htm
[13] https://brasilescola.uol.com.br/literatura/o-conto.htm
[14] https://www.significados.com.br/conto/
[15] https://brasilescola.uol.com.br/literatura/o-conto.htm
[16] https://www.todamateria.com.br/conto/
[17] https://www.significados.com.br/conto/

terça-feira, 24 de setembro de 2019

Atividade Extraclasse de Língua Portuguesa - 2


Escola Municipal Professora Dalva Dati Ruivo
Atividade Extraclasse de Língua Portuguesa - 2

I - Leia com atenção o texto abaixo.

Hino da Cidade

Num dia assim como se fosse o maior,
Esta paisagem se pintava em azul;
Nas formas vivas, vistas lá do alto,
A natureza de Calixto em tons de amor.
Num dia assim, todo banhado de sol,
Martin Afonso ancorava as caravelas,
De paixão por estas serras, céu e mar, beleza e cor.

– o som da pedra e do mar –
Têm novo canto, um Deus de encanto, Anchieta a ensinar:
O que nasce da Glória só tem por destino iluminar;
Na raiz do teu povo, razão pra sonhar.

Num dia assim como se fosse o maior,
Esta paisagem se pintava em azul;
Nas formas vivas, vistas lá do alto,
A natureza de Calixto em tons de amor.
Num dia assim, todo banhado de sol,
Martin Afonso ancorava as caravelas,
De paixão por estas serras, céu e mar, beleza e cor.

Itanhaém, ilha do tempo,
– a foz no rio de abraço ao mar –
Lição da vida mais querida,
Não param de chegar
Os teus filhos do Leste, do Norte, Nordeste, de todo lugar;
O caminho da História, no berço do mar.

Fonte:<http://www2.itanhaem.sp.gov.br/turismo/hino-da-cidade/>

***
II - Em uma folha avulsa, escreva o cabeçalho (nome da escola, seu nome completo, seu número e sua turma). Também informe a data. Em seguida, transcreva as questões abaixo e responda-as.

1. Transcreva, ou seja, copie as palavras que funcionam como verbos do texto. Para lembrar, os verbos são as palavras que expressam ação, estado, mudança de estado e fenômenos da natureza.
2. Transcreva os verbos que, no texto, estão na forma nominal do infinitivo.
3. No verso: “Num dia assim, todo banhado de sol”, o verbo grifado está em qual forma nominal?
a) infinitivo b) particípio c) gerúndio d) nenhuma
4. Transcreva os nomes de pessoas citadas no texto.
5. Esse texto é um hino, portanto, uma música. A música é uma poesia. A poesia costuma ser dividida em versos que, agrupados, são chamados estrofes. Quantas estrofes e quantos versos há nesse texto?
6. Transcreva dois versos do texto que rimam entre si.
7. Qual é o título do texto?
8. No verso: “Itanhaéns, gente de terra”, o eu lírico utiliza-se poeticamente da palavra “itanhaéns” para se referir às pessoas que vivem na cidade. Gentílico é a forma de se referir aos habitantes de um lugar. Qual é o gentílico usualmente aplicado aos habitantes de Itanhaém?
a) Itanhaéns b) Itanhaenses c) Itanhaeiros d) Itanhanados

quinta-feira, 19 de setembro de 2019

Atividade Extraclasse de Língua Portuguesa - 1


Escola Municipal Professora Dalva Dati Ruivo
Atividade Extraclasse de Língua Portuguesa - 1



I - Leia com atenção o texto abaixo.

A importância de proteger as abelhas

Com exceção de alimentos básicos como trigo, arroz ou milho, que são polinizados pelo vento, todos os outros alimentos ricos em micronutrientes dependem das abelhas.
Sem as abelhas, você teria que abrir mão do suco de laranja ou da geleia de morango, das amêndoas, das maçãs, das mangas, das abobrinhas, dos tomates, dos kiwis, das melancias – e de inúmeros outros alimentos.
Esses insetos, de pouco mais de um centímetro de comprimento, têm frequentado o noticiário nos últimos anos. Acontece que o progresso das cidades e a redução de áreas florestais resultam em menos flores. E, sem flores, as abelhas ficam sem nada para comer.

O que fazer para ajudar as abelhas?

·  Plante flores diferentes em vasos ou no jardim para oferecer uma dieta rica e variada às abelhas. Caso as plantas floresçam em diferentes épocas do ano, melhor ainda. “Se a diversidade de abelhas em áreas urbanas aumentar, elas podem migrar para áreas agrícolas”, diz um especialista em abelhas. “Em 30 ou 50 anos, teríamos aumento na diversidade e abundância de abelhas no campo”, completa o especialista.
·  Não use produtos químicos ou inseticidas, pois esses produtos podem ser nocivos para as abelhas. Isso é particularmente prejudicial quando as plantas estão floridas, uma vez que os produtos químicos entram em contato com o néctar e o pólen, duas substâncias naturais produzidas pelas flores, e as abelhas podem levá-los para as colmeias.
·  Deixe flores silvestres e ervas daninhas no jardim: são bons alimentos para as abelhas.
·  Construa um “hotel para abelhas”: você pode comprar ou criar uma estrutura de madeira com furos, que servirá como ninho para abelhas solitárias – que são a grande maioria.
·  Torne-se um apicultor: não necessidade de morar no campo para criar abelhas. A apicultura urbana é praticada em muitas cidades. Busque uma associação local, aprenda o necessário e transforme a apicultura em um hobby.
·  Perca o medo: as abelhas não querem atacar você, porque elas morrerão ao te picar. As abelhas só atacam quando se sentem ameaçadas. Se uma abelha pousar em você, mantenha a calma e espere ela sair. Mas não fique perto da entrada de uma colmeia ou no caminho entre as flores e a colmeia. E aprenda a diferenciar as abelhas das vespas, que podem, sim, picar sem motivo aparente.
·  Deixe um prato de água no jardim ou no quintal: você pode não saber, mas as abelhas também sentem sede (só não se esqueça do mosquito da dengue – troque a água regularmente).

Fonte:<https://www1.folha.uol.com.br/ambiente/2017/06/1891807-a-catastrofe-do-desaparecimento-das-abelhas-e-o-que-voce-pode-fazer.shtml>. Adaptado pelo Prof. Jorge de Lima.

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II - Em uma folha avulsa, escreva o cabeçalho (nome da escola, seu nome completo, seu número e sua turma). Também informe a data. Em seguida, escreva as questões abaixo e responda-as.

1. Transcreva, ou seja, copie os verbos do texto. Para lembrar, os verbos são as palavras que expressam ação, estado, mudança de estado e fenômenos da natureza. Neste texto, para ajudar, os verbos do texto estão grifados.

2. Transcreva os trechos que estão entre aspas.

3. Por que esses trechos estão escritos entre aspas?

4. Quantos parágrafos tem esse texto?

5. Qual é o título do texto?

6. Quais são os produtos agrícolas citados no texto?

7. Por que não se deve usar inseticidas ou produtos químicos nas plantas?

8. Segundo o texto, para que serve deixar água no jardim?

9. Segundo o texto, as abelhas são sempre perigosas?

10. Por que a palavra hobby está escrita em itálico no texto?