domingo, 31 de julho de 2022

Discussão sobre fake news - as fake news em sala de aula - EF09LP01A - EF69LP06

 

Discussão sobre fake news

 

1. Ao tomarmos ciência de um conteúdo divulgado, devemos sempre verificar indícios que existam (em cada notícia ou informe publicitário) para que seja possível distingui-los.

 

2. As notícias classificadas como fatos trazem títulos mais sérios e objetivos. Usam linguagem mais formal – mesmo que haja um pouco de apelo[1].

 

3. As notícias classificáveis como mentiras trazem títulos inusitados e improváveis. São notícias inventadas e repassadas adiante sem o mínimo senso de responsabilidade.

 

4. Uma dica é verificar se há o intuito de alarmar as pessoas[2]. Atualmente este tipo de notícia é chamado de fake news[3] (termo em inglês, cujo significado é “fake (falso) e news (notícias)”.

 

5. As notícias do tipo sensacionalista também podem trazer títulos inusitados e até divertidos, despertando a dúvida para o que de fato aconteceu. Essas notícias, em geral, não têm relevância social e são elaboradas exclusivamente para chamar atenção do público. Podem ser notícias criadas a partir de outras e podem levar ao engano. Em alguns casos, ao ler o texto da notícia na íntegra, será possível entender melhor o acontecimento[4].

 

6. A diferença entre as fake news e as notícias sensacionalistas é que a primeira é falsa.

 

7. Por fim, há os informes publicitários, que têm um apelo diferenciado junto ao público. Eles trazem informações nas “entrelinhas” e nas imagens veiculadas junto ao texto[5]. Chama nossa atenção os efeitos de sentido provocados pelas rimas, imagens, escolhas de palavras, verbos no imperativo e outros recursos utilizados com muita precisão pelos publicitários.

 

8. Muitas vezes, não podemos nos basear apenas nos títulos para dizer se a notícia é verdadeira ou falsa. Com acesso à internet, podemos pesquisar em portais de notícias reconhecidamente sérios, comparar os textos e ter criticidade para determinar se os fatos são verídicos.

 

9. O jornalismo comprometido com a realidade dos fatos é exercido por empresas e pessoas que se identificam, que têm endereço conhecido e que são, portanto, passíveis de responder pelas informações prestadas. Normalmente, veículos e pessoas que atuam com informações duvidosas têm dados imprecisos ou ausentes a seu respeito – o que dificulta a aplicação de sanções no caso de prejuízos advindos da sua atuação.

 

10. Atualmente, também é possível perceber que algumas notícias falsas são patrocinadas por uma entidade ou uma pessoa cujos interesses se coadunam com a divulgação da notícia. Trata-se de uma situação que também merece nossa atenção e nossa reflexão: “Quem está pagando por essa notícia?”, “Por que eu tive acesso a essa notícia?”, “Quem se beneficia com ela?”.

 

Então, quando não estão muito claras as informações acerca do autor ou do responsável pela notícia ou quando parece que uma notícia tem um determinado viés, devemos desconfiar da qualidade das informações e, mais importante, devemos nos abster de repassar essas informações – uma vez que nossa divulgação pode contribuir para a configuração de um crime.

 

Fonte: https://novaescola.org.br/planos-de-aula/fundamental/4ano/lingua-portuguesa/fake-news-como-trabalhar-em-sala-de-aula/2926 - Adaptado por Prof. Jorge de Lima. EM PCM. PMI. Agosto/2022



Notícias interessantes:


Link 1


Cada postagem verdadeira atinge, em média, mil pessoas, enquanto as postagens falsas mais populares atingem de mil a 100 mil pessoas

Disponível em:
https://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/tecnologia/2018/03/08/interna_tecnologia,664835/fake-news-se-espalham-70-mais-rapido-que-noticias-verdadeiras.shtml


Link 2


Os principais meios para cair nas fake news são as redes sociais, como WhatsApp e Facebook, onde, em média, um terço dos latino-americanos confiam nessas plataformas online para se informarem.

Disponível em:
https://canaltech.com.br/seguranca/brasileiros-nao-sabem-reconhecer-fake-news-diz-pesquisa-160415/




[1] No nosso exemplo, sobre o personagem Lórax, a própria manchete informa que essa é uma informação parcialmente verdadeira.

[2] No caso do nosso exemplo, sobre a vacina de febre amarela, verifica-se ser impossível que as 40 milhões de doses aplicadas estavam envenenadas.

[3] No caso do nosso exemplo, classificamos a notícia da morte do Luan Santana como fake news, pois é mentira que o cantor tenha morrido, sendo possível notar o subtítulo (“xará do cantor…”) e constatar a ambiguidade premeditada (portanto, também poderia ser considerada como notícia sensacionalista).

[4] No caso do nosso exemplo, sobre o aluno supostamente expulso por ter chulé.

[5] No caso do nosso exemplo, sobre o abacaxi como prêmio para quem não votar com seriedade.