Discussão sobre fake news
1. Ao tomarmos ciência de um conteúdo divulgado, devemos sempre verificar
indícios que existam (em cada notícia ou informe publicitário) para que seja
possível distingui-los.
2. As notícias classificadas como fatos trazem títulos
mais sérios e objetivos. Usam linguagem mais formal – mesmo que haja um pouco
de apelo[1].
3. As notícias classificáveis como mentiras trazem
títulos inusitados e improváveis. São notícias inventadas e repassadas adiante
sem o mínimo senso de responsabilidade.
4. Uma dica é verificar se há o intuito de alarmar as pessoas[2]. Atualmente este tipo de
notícia é chamado de fake news[3] (termo em inglês, cujo significado é “fake (falso)
e news (notícias)”.
5. As notícias do tipo sensacionalista também
podem trazer títulos inusitados e até divertidos, despertando a dúvida para o
que de fato aconteceu. Essas notícias, em geral, não têm relevância social e
são elaboradas exclusivamente para chamar atenção do público. Podem ser
notícias criadas a partir de outras e podem levar ao engano. Em alguns casos,
ao ler o texto da notícia na íntegra, será possível entender melhor o
acontecimento[4].
6. A diferença entre as fake news e as notícias
sensacionalistas é que a primeira é falsa.
7. Por fim, há os informes publicitários, que têm um apelo diferenciado junto ao público.
Eles trazem informações nas “entrelinhas” e nas imagens veiculadas junto ao
texto[5]. Chama nossa atenção os
efeitos de sentido provocados pelas rimas, imagens, escolhas de palavras, verbos
no imperativo e outros recursos utilizados com muita precisão pelos
publicitários.
8. Muitas vezes, não podemos nos basear apenas nos títulos para dizer se
a notícia é verdadeira ou falsa. Com acesso à internet, podemos pesquisar em portais
de notícias reconhecidamente sérios, comparar os textos e ter criticidade para
determinar se os fatos são verídicos.
9. O jornalismo comprometido com a realidade dos fatos é exercido por
empresas e pessoas que se identificam, que têm endereço conhecido e que são,
portanto, passíveis de responder pelas informações prestadas. Normalmente,
veículos e pessoas que atuam com informações duvidosas têm dados
imprecisos ou ausentes a seu respeito – o que dificulta a aplicação de sanções
no caso de prejuízos advindos da sua atuação.
10. Atualmente, também é possível perceber que algumas notícias falsas são
patrocinadas por uma entidade ou uma pessoa cujos interesses se coadunam com a
divulgação da notícia. Trata-se de uma situação que também merece nossa atenção
e nossa reflexão: “Quem está pagando por essa notícia?”, “Por que eu tive
acesso a essa notícia?”, “Quem se beneficia com ela?”.
Então, quando não estão muito claras as informações acerca do autor ou
do responsável pela notícia ou quando parece que uma notícia tem um determinado
viés, devemos desconfiar da qualidade das informações e, mais importante,
devemos nos abster de repassar essas informações – uma vez que nossa divulgação
pode contribuir para a configuração de um crime.
Fonte: https://novaescola.org.br/planos-de-aula/fundamental/4ano/lingua-portuguesa/fake-news-como-trabalhar-em-sala-de-aula/2926
- Adaptado por Prof. Jorge de Lima. EM PCM. PMI. Agosto/2022
[1] No nosso exemplo, sobre o personagem Lórax, a
própria manchete informa que essa é uma informação parcialmente verdadeira.
[2] No caso do nosso exemplo, sobre a vacina de febre amarela,
verifica-se ser impossível que as 40 milhões de doses aplicadas estavam envenenadas.
[3] No caso do nosso exemplo, classificamos a notícia
da morte do Luan Santana como fake news, pois é mentira que o cantor
tenha morrido, sendo possível notar o subtítulo (“xará do cantor…”) e constatar
a ambiguidade premeditada (portanto, também poderia ser considerada como
notícia sensacionalista).
[4] No caso do nosso exemplo, sobre o aluno
supostamente expulso por ter chulé.
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