domingo, 27 de fevereiro de 2011

IDENTIDADE E DIFERENÇA EM PLATÃO E NIETZSCHE

PALESTRA: IDENTIDADE E DIFERENÇA EM PLATÃO E NIETZSCHE, DIA 28/02, ÀS 19h15


A palestra irá fazer uma síntese, de modo acessível, sobre a importância de compreendermos as diferenças essenciais entre dois grandes filósofos: Platão e Nietzsche. Com Platão nasce a representação, a doutrina das Idéias e a divisão entre dois mundos: o inteligível e o sensível. Também com Platão surge a divisão do mundo sensível: as cópias-ícones e os simulacros-fantasmas. Através de Nietzsche, compreendemos que a sua crítica radical da representação não está separada das noções de ressentimento, vontade de verdade, transcendência, moral, niilismo. O eterno retorno da diferença, para Nietzsche, subverte a noção de identidade e é condição para a invenção de si, redimindo o passado e criando o futuro.


EVENTO GRATUITO

Data: segunda-feira, 28 de Fevereiro de 2011, às 19h15

Confirmar presença pelo e-mail contato@capitulo4.com.br
Livraria Capítulo 4. Rua Tabapuã, 830, Itaim Bibi, São Paulo - SP - ver mapa




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CURSOS EM ANDAMENTO COM INSCRIÇÕES ABERTAS


A FILOSOFIA DE SPINOZA


Substância, atributo e modo. Mente, corpo, imaginação e memória. As três ilusões da consciência. Os gêneros de conhecimento: imaginário (noções universais), racional (noções comuns) e intuitivo. Afetos-paixões e afetos-ações. Estado natural e estado civil. Conhecimento e liberdade.

As aulas serão expositivas, com comentários e problematizações a partir de trechos selecionados das seguintes obras de Benedictus de Spinoza (1632-1677): Tratado da correção do intelectoTratado teológico-político e Ética. O curso é destinado a universitários, pós-graduandos, profissionais de diferentes áreas e interessados em geral. Não é necessário ter formação em filosofia para participar.


Início: 01 de Fevereiro de 2011
Horário: às terças-feiras, das 20h às 22h
Duração: 1 semestre
Valor: R$ 140,00 mensais
Local: Av. Higienópolis 370 (próx. à Universidade Mackenzie e Metrô Santa Cecília),
Higienópolis, São Paulo - SP - ver mapa
 

Inscrições: amaureks@gmail.com ou (11) 9599-2079



DURAÇÃO, MEMÓRIA E IMPULSO VITAL EM BERGSON


Matéria, percepção, afecção e memória. Multiplicidade quantitativa e multiplicidade qualitativa. Ilusões da consciência reflexiva: quantificação dos estados psicológicos, justaposição dos estados de consciência e espacialização do tempo. Indeterminação e liberdade. A evolução criadora e o elã vital.

As aulas serão expositivas, com comentários e problematizações a partir de trechos selecionados das seguintes obras de Henri Bergson (1859-1941): Ensaio sobre os dados imediatos da consciênciaMatéria e memória e A evolução criadora. O curso é destinado a universitários, pós-graduandos, profissionais de diferentes áreas e interessados em geral. Não é necessário ter formação em filosofia para participar.


Início: 02 de Fevereiro de 2011
Horário: às quartas-feiras, das 20h às 22h
Valor: R$ 140,00 mensais
Duração: 1 semestre
Local: Solaris Psicologia. Rua Joaquim Guarani 559
(altura do nº 5000 da Av. Santo Amaro), Brooklin, São Paulo - SP - ver mapa


Inscrições:  amaureks@gmail.com ou (11) 9599-2079


NIETZSCHE E A MORAL JUDAICO-CRISTÃ


A inversão dos valores nascida do ressentimento. Bem e mal, bom e ruim. A psicologia do sacerdote e a psicologia do Redentor. O Jesus de Nazaré e o Jesus do Cristianismo:  Paulo e o seu golpe de gênio. Culpa, dívida infinita e domesticação do homem contemporâneo.

Aulas com comentários e problematizações a partir de trechos selecionados das obras Genealogia da moral e O anticristo. O curso é destinado a universitários, pós-graduandos, profissionais de diferentes áreas e interessados em geral. Não é necessário ter formação em filosofia para participar.


Início: 03 de Fevereiro de 2011
Horário: às quintas-feiras, das 20h às 22h
Duração: 1 semestre
Valor: R$ 140,00 mensais
Local: Rua Prof. Atílio Innocenti 243, Itaim Bibi, São Paulo - SP - ver mapa


Inscrições: amaureks@gmail.com ou (11) 9599-2079




As aulas de todos os cursos serão gravadas e os áudios serão disponibilizados aos participantes
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Amauri Ferreira é filósofo e escritor.
Ministra cursos, palestras e coordena grupos de estudos.
É autor de livros sobre a filosofia de Nietzsche e de Spinoza.
É também autor de artigos publicados pela revista Filosofia, da editora Escala.

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Que entre a Cavalgada das Valquírias!

Cavalgada das Valquírias (em alemãoWalkürenritt) é o termo popular para o início do ato III da ópera Die Walküre (A Valquíria) deRichard Wagner. O tema principal da cavalgada, o leitmotiv Walkürenritt foi escrito originalmente em 23 de julho de 1851. Um esboço preliminar da composição foi composta em 1854 como parte da composição de toda a ópera, que foi completamente orquestrada no início de 1856. Junto com o coro nupcial de LohengrinCavalgada das Valquírias é uma das obras mais conhecidas de Wagner, destacada parcialmente por suas referências na cultura popular, sendo usada como um estereótipo da Grand Ópera.


Desde então, tem sido usada em diversos filmes, jogos eletrônicos e comerciais. Exemplos de uso incluem Valkyrie (2009), Lord of War (2005), Casper (1995),  (1963) e The Birth of a Nation (1915).


Quer Uma Dica?


Ouça o  áudio da obra em MP3 no Projeto Gutenberg.



Ilustração de Arthur Rackham para aCavalgada das Valquírias

Fonte:
Wikipedia

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Brasilian Musician & Vinhetas do Jornal Nacional

Ainda me lembro do Cid Moreira e do Sérgio Chapelim apresentando o Jornal Nacional... 


Era um tempo em que os locutores não emitiam opinião, não faziam comentários, não interagiam com a notícia. Não sei se era melhor ou se era pior. Era outro tempo e as coisas funcionavam do jeito que eram.


Lembrei-me disso hoje, ao ver e ouvir a brilhante apresentação do Lord Vinheteiro (Fabrício, irmão da minha amigona Flavia Liz). O cara faz de tudo nos teclados do piano e do acordeon. No caso do vídeo em questão, ele apresenta possíveis versões da vinheta de abertura do jornal quarentão transmitido pela Vênus Platinada (apelido que a Rede Globo tinha na década de 1990 -- não sei se ainda tem. A Globo também era chamada de Plin-Plin). 


Há anos não vejo tevê regularmente, apesar de ser uma apaixonado pela linguagem televisiva (principalmente as inserções comerciais). Por isso, mergulhei de cabeça no site Memória da Globo sobre o Jornal Nacional. Quando vi, já era alta madrugada...


Eu gastei esse tempo para, em alguns casos, rever notícias que eu assisti quando menino (isso sim faz um tempão). 


Eu não era fã do JN: eu era fã do Fantástico. 


Mas assisti a algumas milhares de edições do JN, muitas vezes tentando adivinhar qual notícia do SPTV  (jornal com notícias de São Paulo) seria transmitida em rede nacional. Quase sempre eu acertava.


Claro que eu sou do tempo (que expressão horrorosa) não do SPTV mas sim do Jornal das Sete, apresentado pelo Augusto Xavier (depois dele, os homens bonitos foram proibidos de apresentar telejornais). O Jornal das Sete separava as duas primeiras novelas da noite e era bem curtinho. Acho que ainda é assim com o SPTV (o César Trali também é engraçadinho, com aquele jeitinho de garoto tímido).


Também me lembro da cabeluda Valéria Monteiro inaugurando os erros-de-locução-em-série na bancada do jornal. Antes dela, os meninos (Sérgio e Cid) praticamente não erravam. Mas Valéria era bonita e eles não... Quem iria reclamar?


Veja só aonde é que eu fui parar!


A música tem esse poder: abre-nos uma porta na alma e, quando menos percebemos, estamos do lado de fora, dando generosos passeios por ruas muito nossas conhecidas.


Não sei não: acho que estou nostálgico. 


Ah, sim, claro que eu me lembro da adrenalina que tomava conta das nossas veias quando entrava no ar o Plantão do Jornal Nacional.


Até hoje eu me pergunto quando vai surgir alguém que tenha investigado o número de enfartados que morreram em consequência daquela vinhetinha, que interrompia a programação, seguida da voz grave em off: "O Plantão do Jornal Nacional Informa em Edição Extraordinária...".


Quer Uma Dica?


Viaje no tempo a partir das vinhetas estilizadas por Fabrício, o Lord Vinheteiro.

domingo, 6 de fevereiro de 2011

Tesouro Direto foi melhor aplicação dos últimos 10 anos - suascontas - Estadao.com.br

Tesouro Direto foi melhor aplicação dos últimos 10 anos - suascontas - Estadao.com.br

Feijoada e Cisne Negro

Gastei 40 minutos para percorrer os quase 3 quilômetros da Avenida Faria Lima que separam o consultório da nutricionista do Arena Pelé, restaurante temático no qual já estavam os meus amigos.

Em outras palavras, depois de 2 horas medindo peso e estabelecendo uma rotina saudável e equilibrada de alimentação eu simplesmente enfrentei uma feijoada. Ok, era light. Mas quem me garante que o porco dono daqueles 4 pedaços de costela que eu comi fazia caminhadas e natação antes de ser fervido no feijão preto?


Decididamente, culpa e comida, depois dos quarenta anos, costumam se servidas na mesma bandeja. Amanhã, segunda-feira, coloco mais uns 10 quarteirões na minha caminhada e menos umas 5 colheradas no meu prato no almoço. Podem não fazer a menor diferença, mas dão uma bela aliviada na consciência (ou na barriga) pesada.

Ao invés de falar do enorme copo de caipinha que eu tomei após esse leve almoço, totalmente proibido pelo gastroenterologista, por conta da minha gastrite recém-descoberta, vou comentar um pouco sobre o filme Cisne Negro, que fomos assistir no Shopping Frei Caneca na tarde do mesmo sábado. Vou tentar não revelar detalhes do enredo, para não estragar a graça, mas uma coisa ou outra pode escapar, ok?

Bom, a julgar pelo trailer que eu havia assistido quando fui ver Biutiful, com o charmosíssimo Javier Barden, o filme Cisne Negro seria um suspense digno de outros filmes, como Mulher solteira procura ou O chamado. Não é. Trata-se de um filme que presta-se, do ponto de vista prático, muito mais para chamar atenção para o mal que o estresse no trabalho pode nos causar, o que inclui neuroses, paranoias e toda sorte de doenças somáticas.

Ok, acabei de simplificar o filme. Ele é bem mais do que isso.

Bom, a trilha sonora é 70% Tchaikovsky (por vezes, transliterado Tchaikowsky), compositor russo nascido em 1840 e morto precocemente em 1893. Então, se o filme fosse uma porcaria, ainda assim seria maravilhoso fechar os olhos e apenas ouvir. A música é vibrante, trágica, magnética. Não sou entendido de música, principalmente música erudita, e também não sei dizer o que mais tocou no filme, mas lembro-me que tudo me agradou muito no quesito sonoro.

Basicamente, Nina Sayers (vivida pela atriz Natalie Portman) é uma bailarina que mora com a mãe, Erica (personagem de Barbara Hershey), bailarina aposentada que sufoca a filha em seu exagerado incentivo profissional. O gatíssimo ator Vincent Cassel vive Thomas Leroy, dedicado diretor da companhia de balé, que decide substituir a bailarina principal, Beth (Winona Ryder), na apresentação de abertura da temporada, O Lago dos Cisnes.

O filme tem uma edição rápida, então não dá para desviar os olhos da tela por um minuto sequer. E, sinceramente, vale a pena acompanhar cada minuto do drama de Nina (principalmente nas cenas nas quais Thomas está presente, esbanjando testosterona e charme). Eu não conhecia a atriz Mila Kunis, mas me apaixonei de cara pela personagem dela, a também bailarina Lily (linda, livre, alegre e surpreendente).

Quer Uma Dica?

Assista o filme Cisne Negro (e, se der, ouça O lago dos cisne, de Tchaikovsky)

    Foto do ator Vincent Cassel

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Tablet ou tabuleta: eis a questão

Em tempos de internet, às vezes a gente faz amizades virtuais sem nem imaginar como a pessoa que está do outro lado da tela é. Comigo e com o Wanduir aconteceu exatamente assim: pelo seu jeito descontraído de escrever e principalmente pela modernidade das capas e do site dele, imaginei que ele fosse um garotão, desses que são feras no computador desde os 5 anos de idade.

Nada disso: ele é sessentão e está na área desde os 17 anos. Foi editor das editoras Ática, Moderna e Globo na área de livros (didáticos, paradidáticos e de livraria). Tem formação em T.I. e desenvolve os livros em InDesign com fechamento em PDF (ou seja: sabe tudo dessas coisas que eu não entendo nem por decreto).

E mais: acabei de entrar em um outro site e descobri que ele faz a linha Sean Connery -- um charme. O fato é que o cara sabe tudo do métier: ele editou, diagramou, montou e fez um verdadeiro show com os livros de amigos meus (e com mais uns outros 2 mil livros). Pode?


Fui procurá-lo, para saber mais sobre o seu trabalho e tentar estabelecer uma parceria com o meu serviço de revisão de texto, pois estou vivendo um momento meio “amigos-amigos e negócio faz parte”: descobri que ele lançou nesta semana um curso a distância, na qual ele ensina parte do seu ofício -- e resolvi compartilhar a informação.

Não sou muito adepto de ensino a distância, pois gosto mesmo do ambiente de sala de aula. Mas vi que ele utiliza a plataforma Moodle (a mesma usada pela USP e pela Unicamp -- e mais 500 outras universidades brasileiras).

Como tudo na internet, a palavra moodle referia-se originalmente a uma sigla, ou, mais elegantemente falando, a um acrônimo: Modular Object-Oriented Dynamic Learning Environment.

Dei uma olhada e fiquei novamente surpreso: tem uma aula inaugural para Ilustração Digital em Tablet (que eu chamo de tabuleta, só para contrariar). Pois não é que a lição tem gostinho de aula presencial!? Não é uma gravação seca e fria. É como se ele estivesse falando com a gente. Gostei!

Pelo que eu vi, quem se inscreve ganha uma tabuleta Wacom (tablet)  + uma caneta ótica + software oficial pelo custo de R$600,00 (eu amo promoções, sou do tipo que compraria um jacaré se estivesse com 50% de desconto). Tem outros cursos, mais baratinhos, que eu vou tentar fazer um dia, pois ter bagagem cultural é sempre bom e não pesa (acho que custa uns R$130,00 cada um).

Quer Uma Dica?

Conheça melhor o Wanduir:

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Turismo Personalizado em São Paulo com Flavia Liz

Se você está em São Paulo e só tem 4 horas, não precisa ficar preso em um quarto de hotel, se entupindo com as comidinhas gordurosas e caras do frigobar ou brincando de batalha naval com o controle remoto, tentando encontrar algo interessante na TV.

Olhe para a janela: lá fora está uma das cidades mais fascinantes do mundo. Não sabia disso? Acha que São Paulo é só violência? Pensa que Sampa é somente trânsito, caos e poluição? Não acredita que a cidade tenha a maior reserva florestal urbana do planeta?

Rapaz, você vai sair de São Paulo sem nunca ter entrado nela...

A menos, claro, que você conheça Flavia Liz, a personal guide mais dinâmica de São Paulo. E, além do mais, ela é minha amigona. Então, sei do que estou falando! Flavia Liz domina uns 6 idiomas (além das mímicas e das caretas que ela sabe fazer melhor do que ninguém).

Com ela, a gente conhece em detalhes uma cidade da qual muitas vezes só ouvimos falar – e falar mal. Pois Sampa é vibrante, fascinante, cheia de segredos e repleta de contrastes. A cidade é poética, tem detalhes delicados e pessoas interessantíssimas.

Vez por outra, já pude sair com a Flavia Liz por aí, principalmente quando minha pequena sobrinha Giulia está no Brasil. Nessas ocasiões, vejo a madrinha-guia-turística-amiga entrar em ação: ela sabe o nome do porteiro de um lugar que sempre está fechado. Ela conhece o síndico do prédio que tem a melhor visão da região. O diretor do parque é amigo dela. Vários parques.

Precisa entrar e o horário está quase acabando? Ela tem um telefone celular poderoso (que, além de tudo, tira fotos feito uma metralhadora giratória). Quer tomar chá inglês às 3 horas da manhã? Não sei se tem, mas, realmente, se alguém fizer, ela saberá quem é e vai te levar até lá para o melhor chá inglês da madrugada...

Outro dia fiquei arrepiado (calma, ela não faz massagem tailandesa – eu acho): fomos a uma espécie de farol ou de mirante ali pelos lados da Lapa, do Jaguaré ou da Pompéia (eu me perco em elevador, então já sabe, né?). Eu não sabia que aquele lugar existia, mesmo tendo morado os primeiros 45 anos da minha vida em SP.

Subimos e olha só: dá para ver boa parte da cidade. Pela poeira que cobria todo o ambiente, percebida quando chegamos lá em cima, passei a acreditar que eu era o primeiro Jorge de Lima da história a pisar naquele lugar. Quase deixei uma marca do meu tênis no piso do mirante – com um singelo bilhete: “Um pequeno passo para um barrigudinho, mas desça já: é muito alto!”.

Quer Uma Dica?

Conheça São Paulo em 4 horas ou 4 dias na companhia da Flavia Liz.