sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Brasilian Musician & Vinhetas do Jornal Nacional

Ainda me lembro do Cid Moreira e do Sérgio Chapelim apresentando o Jornal Nacional... 


Era um tempo em que os locutores não emitiam opinião, não faziam comentários, não interagiam com a notícia. Não sei se era melhor ou se era pior. Era outro tempo e as coisas funcionavam do jeito que eram.


Lembrei-me disso hoje, ao ver e ouvir a brilhante apresentação do Lord Vinheteiro (Fabrício, irmão da minha amigona Flavia Liz). O cara faz de tudo nos teclados do piano e do acordeon. No caso do vídeo em questão, ele apresenta possíveis versões da vinheta de abertura do jornal quarentão transmitido pela Vênus Platinada (apelido que a Rede Globo tinha na década de 1990 -- não sei se ainda tem. A Globo também era chamada de Plin-Plin). 


Há anos não vejo tevê regularmente, apesar de ser uma apaixonado pela linguagem televisiva (principalmente as inserções comerciais). Por isso, mergulhei de cabeça no site Memória da Globo sobre o Jornal Nacional. Quando vi, já era alta madrugada...


Eu gastei esse tempo para, em alguns casos, rever notícias que eu assisti quando menino (isso sim faz um tempão). 


Eu não era fã do JN: eu era fã do Fantástico. 


Mas assisti a algumas milhares de edições do JN, muitas vezes tentando adivinhar qual notícia do SPTV  (jornal com notícias de São Paulo) seria transmitida em rede nacional. Quase sempre eu acertava.


Claro que eu sou do tempo (que expressão horrorosa) não do SPTV mas sim do Jornal das Sete, apresentado pelo Augusto Xavier (depois dele, os homens bonitos foram proibidos de apresentar telejornais). O Jornal das Sete separava as duas primeiras novelas da noite e era bem curtinho. Acho que ainda é assim com o SPTV (o César Trali também é engraçadinho, com aquele jeitinho de garoto tímido).


Também me lembro da cabeluda Valéria Monteiro inaugurando os erros-de-locução-em-série na bancada do jornal. Antes dela, os meninos (Sérgio e Cid) praticamente não erravam. Mas Valéria era bonita e eles não... Quem iria reclamar?


Veja só aonde é que eu fui parar!


A música tem esse poder: abre-nos uma porta na alma e, quando menos percebemos, estamos do lado de fora, dando generosos passeios por ruas muito nossas conhecidas.


Não sei não: acho que estou nostálgico. 


Ah, sim, claro que eu me lembro da adrenalina que tomava conta das nossas veias quando entrava no ar o Plantão do Jornal Nacional.


Até hoje eu me pergunto quando vai surgir alguém que tenha investigado o número de enfartados que morreram em consequência daquela vinhetinha, que interrompia a programação, seguida da voz grave em off: "O Plantão do Jornal Nacional Informa em Edição Extraordinária...".


Quer Uma Dica?


Viaje no tempo a partir das vinhetas estilizadas por Fabrício, o Lord Vinheteiro.

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