domingo, 6 de fevereiro de 2011

Feijoada e Cisne Negro

Gastei 40 minutos para percorrer os quase 3 quilômetros da Avenida Faria Lima que separam o consultório da nutricionista do Arena Pelé, restaurante temático no qual já estavam os meus amigos.

Em outras palavras, depois de 2 horas medindo peso e estabelecendo uma rotina saudável e equilibrada de alimentação eu simplesmente enfrentei uma feijoada. Ok, era light. Mas quem me garante que o porco dono daqueles 4 pedaços de costela que eu comi fazia caminhadas e natação antes de ser fervido no feijão preto?


Decididamente, culpa e comida, depois dos quarenta anos, costumam se servidas na mesma bandeja. Amanhã, segunda-feira, coloco mais uns 10 quarteirões na minha caminhada e menos umas 5 colheradas no meu prato no almoço. Podem não fazer a menor diferença, mas dão uma bela aliviada na consciência (ou na barriga) pesada.

Ao invés de falar do enorme copo de caipinha que eu tomei após esse leve almoço, totalmente proibido pelo gastroenterologista, por conta da minha gastrite recém-descoberta, vou comentar um pouco sobre o filme Cisne Negro, que fomos assistir no Shopping Frei Caneca na tarde do mesmo sábado. Vou tentar não revelar detalhes do enredo, para não estragar a graça, mas uma coisa ou outra pode escapar, ok?

Bom, a julgar pelo trailer que eu havia assistido quando fui ver Biutiful, com o charmosíssimo Javier Barden, o filme Cisne Negro seria um suspense digno de outros filmes, como Mulher solteira procura ou O chamado. Não é. Trata-se de um filme que presta-se, do ponto de vista prático, muito mais para chamar atenção para o mal que o estresse no trabalho pode nos causar, o que inclui neuroses, paranoias e toda sorte de doenças somáticas.

Ok, acabei de simplificar o filme. Ele é bem mais do que isso.

Bom, a trilha sonora é 70% Tchaikovsky (por vezes, transliterado Tchaikowsky), compositor russo nascido em 1840 e morto precocemente em 1893. Então, se o filme fosse uma porcaria, ainda assim seria maravilhoso fechar os olhos e apenas ouvir. A música é vibrante, trágica, magnética. Não sou entendido de música, principalmente música erudita, e também não sei dizer o que mais tocou no filme, mas lembro-me que tudo me agradou muito no quesito sonoro.

Basicamente, Nina Sayers (vivida pela atriz Natalie Portman) é uma bailarina que mora com a mãe, Erica (personagem de Barbara Hershey), bailarina aposentada que sufoca a filha em seu exagerado incentivo profissional. O gatíssimo ator Vincent Cassel vive Thomas Leroy, dedicado diretor da companhia de balé, que decide substituir a bailarina principal, Beth (Winona Ryder), na apresentação de abertura da temporada, O Lago dos Cisnes.

O filme tem uma edição rápida, então não dá para desviar os olhos da tela por um minuto sequer. E, sinceramente, vale a pena acompanhar cada minuto do drama de Nina (principalmente nas cenas nas quais Thomas está presente, esbanjando testosterona e charme). Eu não conhecia a atriz Mila Kunis, mas me apaixonei de cara pela personagem dela, a também bailarina Lily (linda, livre, alegre e surpreendente).

Quer Uma Dica?

Assista o filme Cisne Negro (e, se der, ouça O lago dos cisne, de Tchaikovsky)

    Foto do ator Vincent Cassel

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